Skip to main content

O mountain biker Márcio Prado faz uma lista para pedalar com aventura e diversão

COMPARTILHE:

Eu sou Márcio Prado, idealizador do Zoom Bike Park, em Campos do Jordão. Sou formado em Turismo, montanhista, escalador, mas nos últimos dez anos venho me dedicando para valer mesmo no mountain bike. Venho dividindo meu tempo em pedalar, instruir – eu sou instrutor de mountain bike – e tocar o negócio, elaborar trilhas e tudo o que gira em volta do Zoom Bike Park.

 

Trilha das Araras – Palmas (TO)

A primeira dica é uma área chamada Serrinha, e a trilha principal que dá acesso a uma diversidade de trilhas se chama Trilha das Araras, que fica na cidade de Palmas, Tocantins. É um local que tem trilhas de diversos níveis, desde fáceis até bem desafiantes. É uma região de cerrado com solo bastante rochoso, muita pedra, o que dá uma experiência muito legal e diversa na pilotagem. Lá é muito quente, e eu pedalei nesse local no final da tarde, depois das 4, e foi uma experiência muito legal. Sair, iniciar essa pedalada na Trilha das Araras e 15 minutos de pedalada numa subida leve olhar para trás e ver o lago do Tocantins e a cidade de Palmas no fundo. Essa região é colada na cidade, então é uma trilha que dá para dizer que não é num ambiente urbano, mas está inserida em uma cidade, dentro de uma capital. Eu visitei essa trilha em 2017 ou 2018 e já existia um movimento bem forte de voluntariado, as pessoas se juntando para construir e fazer a manutenção de trilhas de forma organizada, e, acompanhando o pessoal por mídia social, a coisa só vem crescendo.

Trilha do Travessão – Florianópolis (SC)

Em Florianópolis, eu vou destacar aqui a Trilha do Travessão, mas é impossível você ir para lá e fazer apenas uma trilha. Ali tem uma comunidade de ciclistas, de mountain bikers, que compraram a ideia, são pioneiros no Brasil na questão do trabalho voluntário em prol das trilhas, e as que o pessoal organiza lá são todas muito bem sinalizadas e bem mantidas, são excepcionais. E a Trilha do Travessão também tem essa particularidade legal, que você está numa capital, sai ali de um bairro populoso e em poucos minutinhos você já está subindo uma trilha em meio a Mata Atlântica, e logo começa a ter vistas do mar e das montanhas da ilha, é muito especial. E a dica para quem vai viajar para Floripa é buscar nas redes sociais Ciclotrilhas Floripa e o pessoal ligado a eles, e mandar um “oi”, é um pessoal bastante receptivo e é bem fácil você conseguir uma companhia para pedalar e se divertir nas trilhas.

Trilha do Macaco – Mairiporã (SP)

Para quem é de São Paulo, tem a Serra da Cantareira ali em Mairiporã, uma área de Mata Atlântica belíssima e eu acredito que é um dos berços do mountain bike no Brasil também. Eu comecei a pedalar em Mairiporã, então essa região é muito especial para mim. Acho que a primeira trilha que eu fiz na minha vida, de bicicleta, foi em 1990 e aí eu já conheci nessa época a Trilha do Macaco, clássica. Mas também não é um local de uma única trilha. Um ponto central, onde o pessoal costuma deixar o carro e sair para pedalar, é o restaurante Cabana, que fica na Avenida Vereador Belarmino Pereira de Carvalho, conhecida como Estrada da Roseira. Essa região proporciona uma série de pedaladas em estradinhas de terra e existem várias trilhas também. Elas não são sinalizadas, é importante para quem for pedalar buscar um amigo que conheça ou fazer contato com algum grupo de pedal que vá fazer alguma coisa por lá para tentar ir junto. Para fazer trilha não é muito fácil, amigável, se encontrar sozinho, a menos que você tenha familiaridade com o uso de GPS, baixando as rotas no Wikiloc ou no Trailforks, entre outros.

Trilha da Casa Redonda – Campos do Jordão (SP)

Não podia deixar de falar da minha cidade também, Campos do Jordão. Uma que eu gosto muito é a Trilha da Casa Redonda, que está bem incrustada na cidade e tem uma natureza muito bonita, proporciona vistas incríveis e não é difícil, dá para pessoas de diversos níveis. Tem pontos isolados com alguma dificuldade, mas dá para a galera encarar. É a mesma coisa de Mairiporã e de outros locais, as trilhas não são sinalizadas, então é importante encontrar alguém local para vir junto.

Volta da Lavrinha – Campos do Jordão (SP)

É um roteiro misto com estradinhas bem ermas com trilhas, uma volta de 60 quilômetros chamada Volta da Lavrinha, que é aqui em Campos do Jordão também. Ela chega a passar pelos municípios de Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Wenceslau Braz, fazendo divisa com Campos do Jordão. Nessa volta, tem uns 30 quilômetros que a gente fica ali entre 1850 e chega até a 2000 metros de altitude. É necessário um preparo físico, técnico médio, um ou outro ponto de dificuldade que se pode empurrar a bicicleta, mas em termos de paisagem, de estar num ambiente ermo, distante, longe, mesmo não estando não tão longe de Campos do Jordão, é bem legal.

Bike Parks

Zoom Bike Park – Campos do Jordão (SP)

Hoje o que a gente consegue encontrar de mais amigável para ir sozinho fazer uma trilha é buscar os bike parks. Puxando a sardinha para o meu lado, tem o Zoom Bike Park, em Campos do Jordão, que tem um conjunto de trilhas, são 22 que somam mais de 40 quilômetros, todas sinalizadas, inclusive por níveis de dificuldade. 

Cemucam – São Paulo (SP)

Em São Paulo também, eu gosto muito da Trilha do Cemucam, do Parque Cemucam, que foi idealizada pelo Eduardo Ramires. Acho que é a trilha pioneira em espaço público e em meio urbano. É bem icônica, iniciou muita gente no mountain bike, é um local que já recebeu provas.

Nore Bike Park – Itu (SP)

Próximo de São Paulo eu sempre recomendo o Nore, que fica em Itu. É um bike park pequeno mas muito legal, um superatendimento, um lugar bem cuidado, com trilhas bem divertidas. 

Montanha Azul MTB Park – Petrópolis (RJ)

No Rio de Janeiro, no município de Petrópolis, na região do Vale do Cuiabá, onde foi a etapa da Copa do Mundo de Mountain Bike, tem o bike park Montanha Azul. É muito legal também, as trilhas ali foram construídas com primor, com muito capricho, com muito cuidado, e a região serrana é muito bonita. A partir dali pode-se acessar uma diversidade de trilhas, e é importante também ter um guia ou pessoas locais para levar para fazer esses outros passeios.

Márcio Prado

idealizador do Zoom Bike Park, em Campos do Jordão. Sou formado em Turismo, montanhista, escalador, mas nos últimos dez anos venho me dedicando para valer mesmo no mountain bike. Venho dividindo meu tempo em pedalar, instruir - eu sou instrutor de mountain bike - e tocar o negócio, elaborar trilhas e tudo o que gira em volta do Zoom Bike Park.