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“Mais bicicletas, especialmente elétricas” é a aposta da Tembici para 2022

3 de fevereiro de 2022

Para o setor de bicicletas, o ano de 2021 foi de imensos desafios, como a recuperação nas importações de componentes para abastecer as lojas e as montadoras, o dólar e os custos do frete marítimo ainda altíssimos e o consumo que desacelerou em comparação com 2020.

Contudo, o mercado está otimista pois nestes últimos dois anos de pandemia foi possível ampliar como nunca a base de novos ciclistas, o que significa impactos positivos em toda a cadeia produtiva da bicicleta, especialmente nas lojas e nos serviços.

O Bicicleta News entrevistou alguns líderes do nosso mercado, para ouvi-los sobre os desafios do ano passado e as expectativas para 2022 e para os próximos anos.

O entrevistado desta edição é Tomás Martins, CEO da Tembici, maior operadora de bicicletas compartilhadas da América Latina.

Bicicleta News: Como foi o ano de 2021 pra Tembici? Como enfrentaram a queda nas viagens desde o início da pandemia em decorrência de restrições na circulação?

“2021 foi uma consequência de 2020, com a continuação da pandemia. A gente teve um aprendizado sobre como seria a utilização das bikes durante esse período de isolamento. Ano passado se apresentou de uma forma similar do ponto de vista comportamental, porém com números bem maiores de uso. Percebemos muitas pessoas experimentando a bicicleta, tanto como uma forma de lazer, como opção de transporte individual para evitar aglomerações. Também teve um terceiro comportamento que se intensificou muito que é o da cicloentrega, demanda inclusive que faz parte do nosso projeto com o Ifood, o Ifood Pedal, presente em 6 cidades (SP, RJ, POA, PE, SSA, e BSB)”.

Bicicleta News: Os problemas na cadeia de suprimentos para montagem de bicicletas impactaram a operação da Tembici? Caso sim, como fizeram para superar estes problemas?

O desafio de suply foi e está sendo mundial. O que começamos a fazer por aqui para suprir essa necessidade, foi iniciar uma maior produção nacional para tirar um pouco essa dependência de importação. Começamos a fazer a produção de quadros nacionais para ter mais rapidez na entrega desse componente, por exemplo. Aumentamos também nosso estoque e tomamos algumas questões preventivas para garantir maior durabilidade às peças que usamos no sistema.

Bicicleta News: Recentemente a Tembici venceu a licitação para operação de bicicletas compartilhadas em Bogotá. Isso consolida ainda mais a Tembici como líder absoluta em operação de bikes compartilhadas na América Latina. Quais são os próximos passos? Existem novas cidades e novos países no horizonte de 2022?

Com o aporte series C anunciado em setembro do ano passado, temos um foco grande em investir em expansão e tecnologia. Chegamos em Brasília, chegaremos em Bogotá, que é uma cidade referência em mobilidade ativa e é nossa grande aposta, e vamos colocar mais bikes nas ruas nas praças em que já atuamos, especialmente as elétricas.

Tomás Martins, CEO Tembici

Bicicleta News: Qual a expectativa geral para 2022 na Tembici? Quais as apostas em produtos/tecnologias para os próximos anos?

Estamos com um foco muito grande em expandir o número de bikes elétricas, aumentar a atuação em novos países, além de investir em tecnologia e no last mile delivery (aluguel de bikes para entregadores). Esperamos um crescimento muito grande da utilização do sistema, seja de quem já está conosco, como de novos usuários.

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Giuliana Pompeu

Coordenadora de Comunicação da Aliança Bike e Co-fundadora da HUB Conteúdo, é jornalista e produtora. Formou-se em Comunicação Social na Faculdade Cásper Líbero em 2017, onde dirigiu o documentário Ela Pedala. Assessora e idealiza projetos que usam a bicicleta para promover cidadania, cultura, saúde e diversão. Atualmente, coordena a comunicação da Aliança Bike e do Instituto Aromeiazero.

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