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Rota de Cicloturismo e trilha de longo curso Vale dos Sertões começa a ser sinalizada na Paraíba

26 de janeiro de 2023

 

O roteiro completo tem 450 quilômetros, passa por dez cidades e já está integrado à Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso

O primeiro trecho da Rota de Cicloturismo e trilha de longo curso Vale dos Sertões , na Paraíba, começou a ser sinalizado nesta semana. O percurso inicial, que passa por quatro cidades, é de 147 quilômetros e já nasce integrado à Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, ou seja, a sinalização conta com a identidade visual da rede, a pegada amarela, com elementos da identidade visual desta rota (foto). A rota completa compreende dez cidades, totalizando 450 quilômetros por estradas rurais ou vias urbanas e passando por paisagens de tirar o fôlego, comida típica e muita cultura popular. A próxima etapa do trecho começa a ser sinalizada em fevereiro. 

O trecho inicial passa pelas cidades de Jericó, Catolé do Rocha, Brejo da Cruz e São Bento. Atrações não faltam pelo caminho. A começar por dois municípios que têm filhos ilustres: Catolé do Rocha é terra natal do cantor Chico César; e Zé Ramalho nasceu em Brejo da Cruz. E tem mais, São Bento é conhecida como a Capital Mundial das Redes de Dormir e Jericó abriga o belíssimo Açude do Carneiro, um dos maiores da região. 

Apesar de a sinalização iniciar agora, o trabalho na rota começou em 2021. Durante esse tempo, o Sebrae PB, em parceria com as Prefeituras locais, mapeou o trajeto e capacitou cerca de 70 empreendimentos, entre restaurantes, pousadas e receptivos locais para receber os turistas. Paralelo a essa rota, corre também a Rota Gastronômica do Vale do Sertão. Dá para imaginar a quantidade de gostosuras típicas pelo caminho. 

“O objetivo da rota é gerar experiências únicas e saudáveis para os visitantes ciclistas”, explica Cleber Lima, da área de turismo do Sebrae e também um dos responsáveis pelo mapeamento do circuito. “Além, é claro, trazer desenvolvimento econômico para estes municípios e também preservar a natureza.”

Antes que alguém comece a apontar os possíveis desafios de se pedalar pelo sertão, Cleber, que também é ciclista, já avisa que a região não é exatamente como a maioria imagina. “Além de ter muita água pelo caminho – são quatro açudes só nesse trecho, além da bacia do Rio Piranhas -, há também muita sombra”, explica ele. “E sempre há possibilidade de começar a pedalar bem cedo, parar para o almoço e retornar à estrada no meio da tarde.”

A rota, segundo Cleber, é também destinada para caminhadas, corridas e cavalgadas. Para mais informações: @trilhadelongocurso

BAIXE AQUI o GPX de toda a Rota.

Confira algumas fotos da Rota:

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Adriana Marmo

Sou jornalista, formada em Comunicação Social com habilitação em jornalismo na PUC de Campinas, conclusão em 1989. Há oito anos troquei o carro pela bicicleta como meio de transporte e, desde então, sou ativista da causa e me especializei em mobilidade urbana

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