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As 5 principais tendências para o mercado de bicicletas, segundo Rafael Metzger (Weight Weenies Brasil)

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Assim como todo mundo foi afetado pela pandemia da Covid-19, o mercado de bicicletas teve as suas consequências. Se por um lado as bikes avançaram na mobilidade, por outro tiveram um déficit em relação às novidades. Quem chama a atenção para esse fato é Rafael Metzger, do site Weight Weenies Brasil  “Da linha 2021 para a linha 2022 não mudou quase nada. A indústria está na fila de espera de matéria prima, que foram para outros setores. Fibra de carbono, por exemplo, vai primeiro para a engenharia aeroespacial ou para a Fórmula 1”, conta.

Recém-chegado de Paris, Rafael reparou que esse déficit se aplica mais a bicicletas complexas e seus componentes e peças high-end. “As mais simples seguiram com sua produção normal e estão entulhadas nas lojas para serem vendidas”, diz.

Diante desse cenário, pedimos a Rafael que listasse as cinco maiores expectativas no mercado de bicicletas para os próximos meses ou anos, tendo em vista que a demanda de modelos e peças está começando a se normalizar. Rafael baseia sua análise na movimentação da indústria e no que alguns atletas de ponta já estão usando, mas nem tudo está disponível para consumidores finais ainda e devem conseguir um preço melhor quando popularizados no mercado.

1 – Sistema de câmbio no novo grupo Sram de Mountain Bike

“O câmbio é instalado de modo revolucionário como parte integrante do quadro e não mais na gancheira, que é poupada com isso. As marchas têm novo escalonamento, a corrente, com elos perfurados, alivia no peso assim como a polia inferior em alumínio, e o câmbio não precisa de regulagem”.

2 – Versão eletrônica do novo grupo de Mountain Bike da Shimano

“Eles devem chamar esse lançamento de XTR D12 Eletrônico, com 12 velocidades, bateria ligada ao câmbio e comunicação sem fio com os trocadores. O próprio motor faz o câmbio subir ou descer com um simples clique no botão, e, com isso, é impressionante o que o ciclista ganha na velocidade”.

3 – Selim com tecnologia de impressão 3D

“É feito a partir de um polímero que cria uma estrutura de colmeia exclusiva, é mais resistente, não retém o suor e promove um conforto ímpar. Hoje pode ser encontrado em modelos de alto valor, mas deve chegar aos mais simples e se tornar acessível ao grande público em diversas marcas e modalidades”.

4 – Ascensão do modelo gravel no mercado

“Todas as marcas estão investindo nesse modelo híbrido de road com mountain bike. Com ele você pedala de forma irrestrita em todos os tipos de terreno, asfalto ou terra. É uma tendência mundial e deve se tornar popular com essas bicicletas em todas as lojas dentro de um ano mais ou menos”.

5 – Consolidação do mercado brasileiro de bikes elétricas

“Antes bastante caras em função da cadeia tributária nacional, hoje já são produzidas nacionalmente alcançando até ¼  do valor praticado há dois anos, caindo de 60 mil reais para cerca de 15 mil reais. E isso nas quatro modalidades, MTB, road, gravel e all mountain, conforme já acontece no exterior”.

Aliança Bike

Criada em 2003 e formalizada em 2009, a Aliança Bike tem como missão principal fortalecer a economia da bicicleta, além de trabalhar para que mais pessoas pedalem no Brasil. A entidade atua em diversas frentes de trabalho para atingir os objetivos. Conta com mais de 180 associados entre fabricantes, montadores, importadores, distribuidores e lojistas.