Johannes Klæbo: o fenômeno olímpico que pode revolucionar o ciclismo
Sensação dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026, o esquiador de fundo norueguês Johannes Høsflot Klæbo pode estar a um passo de trocar as pistas nevadas pelo asfalto das estradas de ciclismo. Aos 29 anos, o dono de seis medalhas de ouro (em seis oportunidades) está sendo cortejado pelo time norueguês WorldTour Uno-X Mobility.
A conexão entre Klæbo e a Uno-X não é nova. Além de acordos comerciais estratégicos renovados em 2025 com a Reitan Retail, o esquiador já treinou com o pelotão da equipe nas estradas de Flandres e do Tour de France, incluindo a companhia do ex-campeão mundial Thor Hushovd, diretor geral do time.
Ano passado, Hushovd ficou impressionado com os números de Klæbo – seu VO2 é comparável ao de supernomes do ciclismo – e classificou suas chances de estreia no mundo da bicicleta como “50/50, mas otimistas”. Em entrevista (abaixo), Klæbo deixou a porta aberta, mas para depois da Olimpíada. “Talvez assinar com a Uno-X seja meu próximo objetivo”, insinuou ele uma possível mudança de carreira.
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Por que agora?
Com 11 ouros olímpicos, Klæbo é o segundo maior da história, atrás apenas de Michael Phelps
Com os Jogos de Milano-Cortina 2026 e seis ouros no bolso, Klæbo domina o esqui cross-country, mas usa o ciclismo como complemento essencial. Sua transição pós-Olimpíada poderia ser imediata. Um atleta de 1,81m, com potência anaeróbica elite, ele poderia brilhar em clássicas. Mas e as Grandes Voltas? Hushovd aposta em seu “potencial excepcional”. Porém, os rumores apontam que ele pode iniciar em eventos noruegueses ou europeus de menor porte.
Fato é que uma investida no ciclismo não inviabilizaria, de forma alguma, uma possibilidade futura de Klæbo retornar aos esquis para os Jogos de 2030, que vão acontecer nos Alpes Franceses.
Impacto no ciclismo
A chegada de Klæbo traria holofotes globais ao ciclismo norueguês, impulsionando a Uno-X, que surge em constante crescimento ano após ano até a chegada à primeira divisão nesta temporada. O time conta apenas com noruegueses e dinamarqueses, nomes conhecidos como Magnus Cort Nielsen e Tobias Foss.
Para o esporte, seria um novo case de crossover olímpico, similar a edições passadas de esquiadores no pedal. Mas nada comparável ao que pode ser a chegada de Klæbo. Resta saber se o “rei do esqui” trocará os esquis pela bicicleta de vez. Fique de olho: será que pelotão pode ganhar um novo soberano?
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