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Congestionamentos no Rio e São Paulo chegam a custar R$ 98 bilhões

11/08/2014 10h21 - Atualizado em 14/08/2014 17h08

Congestionamento em São Paulo, Rua da Consolação.


De acordo com o estudo “Os custos da (i)mobilidade das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo”, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), os congestionamentos de trânsito nas duas metrópoles geraram um custo de R$ 98 bilhões no ano de 2013.

De acordo com a Firjan, o cálculo tem como base a perda de produção não concretizada e o gasto extra dos combustíveis. Esse número equivale a 2% do PIB (Produto Interno Bruto; soma de bens e riquezas geradas pelo país) no ano passado.

O Rio de Janeiro somou que, em 130km de congestionamentos, se perdeu em média R$ 29 bilhões no ano de 2013 – equivalente a 8,2% do PIB metropolitano. Em São Paulo, durante o mesmo período, o custo dos 300km de congestionamentos diários totalizou R$ 69,4 bilhões – 7,8% do PIB.

O estudo também aponta que o horário de pico nessas cidades já chega a durar 11 horas por dia. Em São Paulo, os horários de congestionamento são das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 14h30 e das 17h30 às 19h. No Rio de Janeiro, o horário é das 5h30 às 11h e das 14h30 às 19h30.

O economista e especialista em competividade industrial e investimentos do Sistema Firjan, Riley Rodrigues, diz que diariamente, são feitas 23,4 milhões de viagens no Rio e 43,8 milhões em São Paulo. No Rio, o número correspondente às viagens a pé ou de bicicleta chegam a 7,1 milhões, enquanto que em São Paulo é de 14,3 milhões.

O estudo mostra uma possibilidade dessa situação ficar ainda pior. Se não forem tomadas medidas definitivas e adequadas, em 2022 esse custo pode chegar a R$ 40 bilhões no Rio e R$ 120 bilhões em São Paulo.

De acordo com Rodrigues, os investimentos na mobilidade urbana não têm impacto na redução dos congestionamentos. “Eles reduzem o ritmo de crescimento do congestionamento, que cresce de forma mais lenta, mas não inverte a curva e começa a diminuir”, explica o economista.

Os congestionamentos nas grandes metrópoles acontecem pois todos se deslocam para o mesmo local, no mesmo horário. Para resolver esse problema, é necessário mais investimento no transporte de massa e mudança do fluxo.

Uma das sugestões dadas pelo estudo é criar opções para que as pessoas trabalhem mais perto de casa. “Fazendo isso, eu distribuo as viagens por toda a região metropolitana; paro de jogar todo mundo na mesma direção, na mesma hora”, explica Rodrigues. Essa iniciativa, além de melhorar os congestionamentos, provocaria um desenvolvimento nas áreas deprimidas da cidade.