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O Cicloturismo no Brasil e o Clube

Fábio Eduardo da Silva - Clube de Cicloturismo do Brasil

21/06/2016 11h08 - Atualizado em 21/06/2016 11h09

Foto: Encontro Nacional 2015 - Clube do Cicloturismo do Brasil



Ainda recente no Brasil, mas há tempos muito praticado na Europa e Estados Unidos, o cicloturismo vem crescendo fortemente em nosso país. O ato de viajar de bicicleta, ou de conhecer lugares usando-a como veículo, cada vez mais ganha entusiastas e adeptos. O potencial de crescimento e desenvolvimento é enorme além de diversificado. E o setor de bicicletas pode conquistar muito se dedicar seu olhar e atenção para uma fatia carente de informações, conhecimento e equipamentos em nosso país.

Foi através da chegada das bicicletas todo terreno (mountain bikes) no Brasil que a prática teve um incentivo em seu crescimento. Diferente do exterior, aqui e pela América Latina, o cicloturismo segue mais pelas estradas secundárias, de terra, caminhos do interior, mais tranquilos e com muito mais atrativos em todo trajeto. Por isso o grande desenvolvimento deste tipo de bicicleta muito incentiva o cicloturismo. Mas temos muito para “pedalar”, tanto nas opções de bicicletas como de equipamentos, peças e acessórios específicos para o cicloturismo em nosso continente e também em informações que nos capacitem no conhecimento.

Vendo a grande carência de informações, conhecimento e trabalho técnico na área, surge em 2001 o Clube de Cicloturismo do Brasil. Uma ONG composta por cicloturistas experientes e de diversas áreas profissionais. O Clube hoje completa 15 anos de vida com grandes trabalhos desenvolvidos no país e no exterior. Uma página na internet como fonte de informação, divulgação e incentivo ao cicloturismo; organização de uma grande lista de discussão via internet; participação em feiras; organização de eventos no Brasil e exterior; produção de material para imprensa e entrevistas; palestras em diversos setores; capacitação de pessoas ligadas ao cicloturismo; desenvolvimento de circuitos e roteiros para cicloturismo; trabalho técnico junto à ABNT, ABETA e outras ONGs relacionadas à bicicleta; parceria e trabalhos com o poder público e consórcios turísticos de municípios; além do contato direto com o público de cicloturistas.

Junto da Aliança Bike buscaremos, através dos próximos artigos, participar e colaborar com o setor de bicicletas no sentido do desenvolvimento e disseminação do cicloturismo também como uma fonte de novas oportunidades e crescimento, tão bem vindos aos tempos de desafios que passamos.

Que possamos sempre aprender, crescer e estarmos abertos às novas oportunidades e conhecimentos.