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São Paulo ganha dois totens que contam ciclistas em tempo real

WILLIAN CRUZ

22/01/2016 11h34 - Atualizado em 22/01/2016 11h42

Foto: Alexandre Liodoro da Silva

Foto: Alexandre Liodoro da Silva


A capital paulista acaba de ganhar equipamentos que tornarão bem clara a alta utilização de duas das ciclovias mais conhecidas da cidade. São dois totens que informarão, em tempo real e de forma bem visível, quantas pessoas estão passando de bicicleta pelas ciclovias das avenidas Paulista e Faria Lima. A foto do totem que foi instalado na Av. Vergueiro – bem próximo à Avenida Paulista – foi divulgada na manhã da segunda-feira 18, na fan page Bike Zona Sul.

Os contadores de ciclistas foram doações do Itaú Unibanco à Prefeitura de São Paulo. Os equipamentos estão sendo instalados pela empresa SACIS, que oferece soluções para monitoramento de fluxo de pedestres e bicicletas e representa no Brasil a Eco-Counter, líder mundial no segmento.

Segundo o site do fabricante, contadores semelhantes são utilizados nas cidades de “Nantes, Dunquerque, Estrasburgo, Lille, Paris, Lion, Nova Iorque, Sidney, Seattle, Portland, San Diego, Ottawa, Vancouver, Montreal, San Francisco, Oslo, Budapeste, Dublin” e outras.

A data de início da operação ainda não está definida, mas tudo indica que os totens começarão a mostrar seus números na próxima semana, quando a cidade faz aniversário (25 de janeiro).

 

Como funciona

No painel do totem, a quantidade de ciclistas que passaram pelo local é exibida em três contagens distintas: diária, mensal e anual.  A contagem é feita em tempo real, ou seja, os números são atualizados conforme as bicicletas circulam.

O contador pode detectar bicicletas de tamanhos e formatos os mais variados e funciona até mesmo em áreas compartilhadas com pedestres ou com automóveis. As bicicletas são contadas em ambas as direções e também quando estiverem trafegando lado a lado ou bem próximas umas das outras.

As espiras indutivas ficam abaixo do piso. Na foto, uma instalação feita no exterior, em piso similar ao da ciclovia paulistana. Foto: Eco-Counter/Divulgação

A detecção é feita por “espiras indutivas”, um sistema que foi instalado em frente ao Museu do Louvre, em Paris, por exemplo. O cabo trançado da espira é protegido por uma canaleta em forma de losango, posicionada embaixo dos blocos do piso intertravado da ciclovia. De acordo com o fabricante, as espiras “analisam com precisão a assinatura eletromagnética de cada roda da bicicleta, com 13 critérios diferentes”.

O sistema é resistente à chuva, não necessita de manutenção, tem bateria para dois anos de operação e transmite os dados por tecnologia sem fio (3G/GSM).

A ONG Transporte Ativo possui uma versão portátil desse contador, também recebida como doação do Itaú Unibanco. O contador carioca já foi utilizado em situações práticas, como a contagem realizada em Copacabana.


Fonte: Vá de Bike